Sobre fãs enlouquecidas, Lua Nova e consumo em massa
“Edward Cullen”, “Bella Swan”, “Crepúculo”, “Lua Nova”, “Eclipse” e “Amanhecer”. Se você não sabe o que qualquer uma destas palavras tem a ver com cinema, parabens! Você viveu preso em uma caverna durante o último ano. A “saga” Crepúsculo moveu multidões de garotas (e garotos), quebrando recordes e portas mundo afora.
As fãs enlouquecidas, ou crespusculetes, gritam, choram e esperneam toda vez que veem o protagonista Robert Parton em tela, ou quando qualquer personagens tira a camisa. A principio, qualque um num julgamento simples as classificariam como completas idiotas (e em alguns casos verdadeiramente são), mas o buraco é mais embaixo. O exagero reflete a sociedade em que vivemos, produtos como estes foram feitos pra vender e vendem porque alcançam um público sem qualquer senso crítico e preguiçosos o suficiente para aceitarem toda e qualquer informação mastigada.
É claro que há exceções, há pessoas que realmente sabem o valor literário ou cinematogáfico que um produto ruim tem, e mesmo assim gostam e procuram se inteirar do mesmo, mas essas exceções servem apenas pra legitimar a teoria de que o “produto-massa” é pra todos, seja você rico, pobre, culto, ou o que for. O “sucesso” fazem com que estes produtos virem modinha que abrangem um mundo extra literário/cinematográfico. Me refiro aos bonecos, álbuns, cadernos, roupas, canetas e até mesmo pílula anticoncepcional e pasmem, calcinhas com forro (Vergonha alheia de quem usa isso). A regra é vender qualquer coisa ligada à marca, independente desta ter validade ou não.
Usei a expressão sucesso entre aspas porque o sentido que se tem dado é referente somente ao número de vendas e de bilheteria. A saga já vendeu mais de 25 milhões de exemplares desde seu lançamento, e “Lua Nova” sequência de “Crepúsculo” cinemas estreou sexta passada e já arrecadou cerca de $ 260 milhões, sendo que custou “apenas” $ 50 milhões, é ou não é rentável? Agora imagina o sufoco pra encaixar tanta gente nos cinemas em tão pouco tempo. Imaginou? Pois agora veja! A cena abaixo é de um cinema e mostra o caos gerado por adolescentes para adentrar à sala. Um pequeno detalhe: segundo informações, o cinema possui lugar marcado.
O dano foi causado, as fãs gritaram, esperniaram e a regra do silêncio na sala escura foi totalmente desobedecida. Mas, o pior é perceber que não é um caso isolado e nem será o último. Tais fãs veem de uma geração educada pela TV, que, como disse, endeusa o consumo, consumo consumo. Não fosse “Crepúsculo” seria qualquer outra coisa do gênero, ser manipulado hoje é tão fácil que não sinto medo destas crespusculetes por si só. Tenho medo de quem as manipula. O pior ainda pode estar por vir.
Mini Críticas #9 – This Is It
A morte de Michael Jackson no dia 25 de junho de 2009 surgiu como uma surpresa para os fãs e não fãs. Começou como um boato, até ser confirmado de que o cantor de “Billie Jean” havia mesmo falecido. Ainda hoje há quem defenda que Michael Jackson não morreu, mas isso não passa de suposições de teoria da conspiração. Algum tempo depois, a Sony anunciou que iria exibir os ensaios da última turnê do cantor nos cinemas, seria uma espécie dos fãs darem um último adeus.
E assim o filme começa, com um compilado de ensaios, bem editados, que simbolizam a ordem d show que Jackson faria. O filme mostra uma imagem tão bacana dele, que, misturado com o sentimento de saudade que muitos fãs sentem, fica difícil não se empolgar com os sucessos do cantor. Este aliás, é um ponto positivo do filme, que não fica apenas nos ensaios, mas mostra videos pré-gravados de dançarinos (“Thriller” está sensacional), e videos de bastidores.
Sucessos como “They Don´t Care About Us”, “Smooth Criminal,” “Beat It,” “Black Or White” e “Billie Jean” mostram que o cantor ainda sabia dominar o palco, sendo por vezes perfeccionista ao extremo, somente para satisfazer seu público. Pena que o famoso moonwalk ficou de fora…
Quote:
Michael Jackson: This is the moment. This is it.
No site: Fatos & Fotos: Lua Nova
Uma das colunas de maior sucesso do site foi atualizada, (sim o site não foi abandonado), com um dos filmes mais aguardados do fim do ano: Lua Nova. Aqui você poderá conferir as últimas notícias da saga e os posters e fotos divulgados.
Particularmente, a saga Crepúsculo não é uma das minhas favoritas. O trailer do primeiro filme seque chamou minha atenção. Aliás chamou sim, lembro de ter comentado: “Jogaram pó branco no ator?”, mas parece que pelo menos nesse a produção resolver melhorar muito, talvez pelo dinheiro investido garantido pelo retorno de Crepúsculo.
Enfim, para ver a coluna, basta clicar aqui! Divirtam-se! Aproveitem e visitem o HOT Site CInemania Especial Saga Crepúsculo (eita nome grande!)
Globo de Ouro 2010: Ricky Gervais será o apresentador
Depois de roubar a cena como apresentador convidado do Oscar, do Emmy e do Globo de Ouro, o comediante Ricky Gervais finalmente vai ser promovido. Ele será o anfitrião do 67º Golden Globes.
Gervais já havia sido cotado para apresentar o Oscar deste ano, mas publicamente o comediante – famoso depois de criar e estrelar The Office na BBC – disse que temia a tarefa pela liberdade limitada que teria para fazer as suas piadas. Notoriamente mais relaxado que o Oscar, o Globo de Ouro pode ser o palco ideal para Gervais.
Os Globos de Ouro são dados anualmente pela Associação de Jornalistas Estrangeiros em Hollywood. A cerimônia de 2010 acontece em 17 de janeiro e a exibição, nos EUA, acontecerá pela rede NBC. Os indicados saem em 15 de dezembro.
Fonte: Omelete
Gervais andava cotado pra apresentar o Oscar, alguma previsão pra quem será o anfitrião dos prêmios da Academia próximo ano?
A dignidade da arte
Vou fugir um pouco do tipo de texto que publico neste blog. O texto abaixo não está diretamente relacionado a cinema, mas revela o amor pela arte, da maneira mais verídica e adorável possível:
“Eu escrevo para os que não podem me ler. Os de baixo, os que esperam há séculos na fila da história, não sabem ler ou não tem com o quê.
Quando chega o desânimo, me faz bem recordar uma lição de dignidade da arte que recebi há anos, num teatro de Assis, na Itália. Helena e eu tínhamos ido ver um espetáculo de pantomima, e não havia ninguém.
Ela e eu éramos os únicos espectadores. Quando a luz se apagou, juntaram-se a nós o lanterninha e a mulher da bilheteria. E, no entanto, os atores, mais numerosos que o público, trabalharam naquela noite como se estivessem vivendo a glória de uma estréia com lotação esgotada. Fizeram sua tarefa entregando-se inteiros, com tudo, com alma e vida; e foi uma maravilha.
Nossos aplausos ressoaram na solidão da sala. Nós aplaudimos até esfolar as mãos.”
Eduardo Galeano em O livro dos abraços
Mini Críticas #8 – Narradores de Javé
“Quem conta um conto, aumenta um ponto.” O famoso ditado certamente pode resumir o sentimento transmitido pelo filme brasileiro “Narradores de Javé” (Eliana Caffé – 2003). O filme é sobre a pequena cidade de Javé que eventualmente será submersa pelas águas de uma represa. Seus moradores não serão indenizados e não foram sequer notificados por não possuirem registros nem documentos das terras. Inconformados, descobrem que o local poderia ser preservado se tivesse um patrimônio histórico de valor comprovado em “documento científico”. Decidem então escrever a história e buscam Antônio Biá, o “autor” da obra de cunho histórico, para acrescentar algumas linhas e ter o seu nome citado.
Logo no início percebe-se a necessidade do ser humano de se externar, de se oralizar, e como essa necessidade está ligada com a capacidade criativa de cada um. Vejam, cada morador da pequena Javé possui a sua versão de determinado acontecimento. E mais, cada versão reflete o modo de “se olhar” dentro da história, como forma de identificação pessoal (reparem na história de Mariardina e em seu protesto em defesa das mulheres).
Além destas questões de externação oratória, Caffé demonstra estrema sensibilidade ao tocar em uma realidade muito comum em nossa atualidade: o desaparecimento de pequenas cidades em favor do desenvolvimento. A questão ambiental é, de maneira clara, o pano de fundo que movimento todo o filme. Em nome do sonhado e proclamado desenvolvimento, uma cidade com histórias fantásticas seria apagada do mapa do país por não possuir registros “científicos”.
É com bom humor e inteligência que o filme demonstra ser muito mais do que aparenta. A guerra oral X escrito ultrapassa a tela do cinema e metaforicamente nos conta a história de uma cidade sem história. Recomendadíssimo!
Frases: Lembrar os quotes foi um dos momentos mais divertidos dessa crítica
- “Você está confundindo habeas corpus com corpus christ”
- “Viver… tanto e tanto…pra morrer cagando em todo canto!”
- “Vocês tão pensando que eu sou quem? O divino Espírito Santo amém? O POKEMON DE JESUS?”
- “Como os nossos mortos vão viver debaixo d’água?”
- Sem falar dos adjetivos criativos: “Piaba de silicone”, “manicure de lacraia”, “Iemanjá de açude”, “Exu de galinheiro”, “omelete de cupim”, “tapioca de Exu”, “desinteria de tinta”, “um dilúvio bovino”, “clonado de miolo de pão”.
Trilhas: Gustavo Santaolalla
Estava já há algum tempo sem postar por aqui e resolvi fazer um post sobre algo que nunca tinha escrito por aqui: trilha sonora.
Creio que posso dizer que uma trilha em uma cena pode ser responsável por torná-la memorável ou não. Por se tratar de uma arte bastante visual, o cinema necessita desse “contraste” que envolve o espectador. Este post é dedicado ao compositor argentino Gustavo Santaolalla. Santaolalla já faturou 2 Oscars (Babel e O Segredo de Brokeback Mountain) e é responsável por grandes composições que te trazem o clima do filme de volta, vide “The Wing” de Brokeback Mountain, uma composição bastante econômica, mas com uma “carga dramática” elevadíssima que bem lembra a montanha de Jack e Ennis.
Eu conheço esse cara de algum lugar… aka (Filmografia)
- She Dances Alone (1981)
- Amores perros (2000)
- The Insider (1999) – canção: “Iguazu”
- 21 Grams (2003)
- Salinas grandes (2004) (TV)
- Rendezvous (2004)
- Diarios de Motocicleta (2004)
- North Country (2005)
- Brokeback Mountain (2005)
- Babel (2006)
- Linha de Passe (2008)
The Wings (Brokeback Mountain)
Bibo No Aozora / Endless Flight (Babel)
De Usuahia a la Quiaca (Diários de Motocicleta)
E por fim uma prévia do ensaio do documentário “Cafe de los Maestros” que mostra o retrato de alguns músicos excepcionais de tango, produzido, e guiado, por Santaolalla
Mini Críticas #7 – Amnésia (Memento)
SINOPSE: Um ladrão ataca um casal, terminando por matar a mulher e deixando o homem à beira da morte. Porém, ele sobrevive e, a partir de então, passa a sofrer de uma doença que o impede de gravar na memória os fatos recentes, o que faz com que ele esqueça por completo o que acontece poucos instantes antes.
Comentários: Filmes do fim pro começo já foram contados antes. Mas não da maneira como Nolan faz, que te “transporta” pro filme e faz com que você sinta literalmente a amnésia de Lenny, já que cada cena é o fim da cena seguinte, assim como o personagem principal Leonard (Guy Pearce) você sabe o que tá acontecendo, mas não sabe o que aconteceu a 15 minutoa atrás. O roteiro ainda é cheio de surpresas e ótimas cenas que ficam na sua cabeça tempos depois, que você não consegue esquecer. A edição é tão eficaz e tão necessária ao filme que talvez ela seja o elemnto principal da trama, sem ela, o filme perderia metado do que ele é. Detaque para a atuação de Guy Pearce e Carrie-Anne Moss. Impossível não soltar um “Puta que pariu” no final do filme.

Frases:
- “We all need mirrors to remind ourselves who we are. I’m no different.”
- “Just becuase there are things I don’t remember doesn’t make my actions meaningless. The world doesn’t just disappear when you close your eyes, does it?”
- “My wife deserves revenge, whether I know about it or not. “
- ” If we can’t make memories, we can’t heal. “
Trailer: Toy Story 1 e 2 em 3D
A Pixar é a Pixar por algum motivo. Durante alguns anos a empresa é a responsável pelos melhores animações 3D justamente por impressionar tanto tecnica quanto qualitativamente. Atrás dos maravilhosos gráficos, e das imagens surpreendentes, espere uma história interessante com personagens cativantes para crianças e seus pais. Um desses filme memoráveis é “Toy Story”, uma das poucas obras da casa que ganhou sequência nos cinemas (“Carros 2″ também será lançado). Recentemente a empresa decidiu “fechar” a trilogia de “Story” de maneira majestral em 3D. Mas pra surpreender ainda mais, decidiu relançar os dois ‘Toy Story’ anteriores também em 3D. Veja abaixo o trailer:
Uma oportunidade única. Valerá a pena conferir!
“Sherlock Holmes” – Fotos & Expectativas

O personagem mais famoso de Arthur Conan Doyle ganhará uma versão para os cinemas norte- americanos estrelada por Robert Downey Jr. e dirigida por Guy Ritchie. Produzido e distribuído pela Warner Bros., o longa sobre o detetive britânico Sherlock Holmes deverá chegar aos cinemas norte-americanos no natal deste ano. Por aqui, a adaptação está prevista para estrear somente no dia 08 de janeiro de 2010.

Holmes costuma ser descrito como uma pessoa arrogante e com palpites extremamente certeiros. Na área dos detetives ele é simplesmente “O” cara. O que deve ser bem explorado por Downey Jr, uma ótima escolha. Downey tem feitos filmes ultimamente que destacam uma personalidade forte de seus personagens (“Homem de Ferro” e “Zodíaco”). Quanto à escolha de Guy Ritchie para a direção, a princípio os fãs ficaram horrorizados com a nomeação do diretor, mais ainda depois da divulgação do primeiro trailer. Acontece que não há como prever que direção Ritchie tomará. Vejam bem, Ritchie ainda é um diretor que, apesar de conhecido, não possuim um sucesso “arrasa quarteirões”, um de seus filmes mais recentes, “RockNRolla” não passa de mediano. É esperar, e confiar. Segundo declarações do próprio diretor: “Farei algo totalmente novo. Tenho algumas cartas na manga”, garantiu Ritchie.
O elenco ainda conta com Jude Law e a queridinha Rachel McAdams, vivendo respectivamente o amigo Dr. John Watson e “a mulher” Irene Adler. A sinopse divulgada revela que o filme se focará mais na ação do personagem, destacando sua habilidade no boxe e na esgrima. Esse será a quarta adaptação da série aos cinemas, anteriormente: “Sherlock Holmes” (1922); “The Private Life of Sherlock Holmes” (1970); “Young Sherlock Holmes” (1985).
Nome: Sherlock Holmes
Diretor: Guy Ritchie
Quando: 25/12 (EUA); 08/01 (BRA)
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong, Kelly Reilly, Eddie Marsan
Trailer: Confira o trailer legendado AQUI.
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